Gagueira? nao tem graça nenhuma!!!!!!!!

Este blog foi desenvolvido especialmente para mostrar que, a gagueira nao tem graça nenhuma e sim tratamento!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A DISFEMIA OU GAGUEIRA

A disfemia, conhecida popularmente como gagueira ou gaguez, é a mais comum desordem de fluência da fala, atingindo cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo (dois milhões no Brasil). Os sintomas mais evidentes da gagueira são a repetição de sílabas, os prolongamentos de sons e os bloqueios dos movimentos da fala, sobretudo na primeira sílaba, no momento em que o fluxo suave de movimentos da fala precisa ser iniciado. Também usam-se os termos tartamudez, disfemismo ou disfluência. Além de gago, o indivíduo que apresenta disfemia recebe o nome de disfêmico, tartamudo,balbo (de balbuciar) ou tardíloquo.
Cerca de 5% das crianças entre dois e quatro anos de idade apresentam episódios de disfemia, sendo geralmente episódios transitórios que duram poucos meses, ocorrendo em consequência de uma combinação de vários fatores durante o desenvolvimento da fala. Um destes fatores é a maturação lenta das redes neurais de processamento da linguagem, que resulta numa habilidade ainda pequena para articular palavras e encadeá-las em frases nesta idade.
O rápido fluxo de pensamentos, em contraste com a relativa imaturidade do sistema fonoarticulatório, contribui para que a criança apresente alguma dificuldade para produzir um ritmo regular e suave em sua fala. Esta disfluência pode aumentar quando a criança está ansiosa, cansada ou doente e quando está tentando dominar muitas palavras novas.
Normalmente, este distúrbio é transitório, apenas 20% das crianças que apresentam disfemia em tenra idade necessitarão de tratamento especializado. Estes poucos casos que persistem por mais tempo do que o habitual podem estar associados a uma história familiar de gagueira, sugerindo uma predisposição hereditária. Um estudo do Instituto Nacional de Desordens da Comunicação nos EUA (NIDCD), divulgado em fevereiro de 2010, encontrou 3 genes relacionados à origem da gagueira: GNPTAB, GNPTG e NAGPA.[1] Neste estudo, foram descobertas mutações capazes de alterar o funcionamento normal de células cerebrais localizadas no centro de controle da fala em pessoas que gaguejam.[2]
Uma característica que pode estar relacionada com a tendência de a gagueira tornar-se um problema persistente é o surgimento de sintomas adicionais, como: fazer caretas, contrair os olhos ou bater o pé. Nestes casos em que a criança já tem plena consciência do problema e também percebe que sua fala pode ser julgada como fora do padrão normal, ela tende a adotar comportamentos de evitação, muitas vezes preferindo ficar em silêncio a interagir verbalmente. Neste estágio, na falta de tratamento especializado, a maioria das crianças com gagueira começa a se retrair e ter sua auto-estima prejudicada. O bullying escolar é uma possível complicação à qual pais e professores devem estar muito atentos.[3]
A disfemia que persiste após os cinco anos de idade está associada a alterações anatômicas e funcionais do cérebro, conforme vêm demonstrando as pesquisas mais modernas de neuroimagem.[4]A avaliação e o tratamento precoces são decisivos para que a criança consiga compensar cedo essas eventuais deficiências, antes do aparecimento de complicações secundárias. Por essa razão, recomenda-se que toda criança com sintomas recorrentes de gagueira passe por avaliação fonoaudiológica tão cedo quanto possível.[5]
O fonoaudiólogo é o clínico responsável pelo atendimento da maioria dos pacientes com gagueira. No entanto, nem todo fonoaudiólogo está devidamente capacitado para tal tarefa. Em muitos casos, apenas a terapia fonoaudiológica é insuficiente para atender de forma adequada todas as necessidades do paciente com gagueira, tornando necessária a adoção de medidas adicionais de suporte, como assistência médica e farmacológica, sobretudo no adulto.
Nos últimos anos, tem havido uma mobilização internacional crescente no sentido de conscientizar a sociedade sobre os preconceitos e a discriminação a que estão sujeitas as pessoas com gagueira. Como parte dessa iniciativa, alguns bons vídeos educativos sobre o assunto foram produzidos. Entre eles, destaca-se, um curta-metragem canadense bastante desconcertante e reflexivo, estrelado por uma adolescente de 16 anos que possui a desordem.
Também como forma de ajudar no processo de conscientização social do problema, o dia 22 de outubro foi instituído como o Dia Internacional de Atenção à Gagueira.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Gagueira pode se tornar um entrave na busca por emprego.

Gagueira pode se tornar um entrave na busca por emprego ou no ambiente de trabalho e escolar

O cantor Armandinho, Aristóteles, Bruce Willis, Rei Carlos I, Charles Darwin, Demóstenes, Isaac Newton, José Saramago, Julia Roberts, Lewis Carrol, Rei Luís II, Marylin Monroe, Moisés, Murilo Benício, Imperador Napoleão, Nelson Gonçalves, Robert Boyle, Scatman John, Theodore Roosevelt, Virgílio... o que todos eles têm em comum? A gagueira.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Já a prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros sofre de disfluência, distúrbio da fala popularmente conhecido como gagueira e que é comumente associado ao nervosismo ou à ansiedade.

Na verdade, segundo especialistas, a gagueira tem origem neurológica e não deveria ser tratada de forma pejorativa ou ser motivo de gozação, como acontece na maioria das vezes. Isto pode desencadear uma série de conflitos sociais e emocionais na pessoa que gagueja.

Durante a infância, é comum que as crianças gaguejem durante a fase em que começam a articular as primeiras palavras e iniciam o desenvolvimento da linguagem oral. A fala se desenvolve nos três primeiros anos de vida e, até os 6 anos de idade, ainda é comum que as crianças tenham certa dificuldade em pronunciar algumas palavras mais complexas.

Mas até que ponto gaguejar não é um problema? Como saber se essa gagueira não é crônica? Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, maior será a possibilidade de realizar um tratamento adequado.

A gagueira pode atrapalhar o desenvolvimento da personalidade, o aprendizado da criança na escola e o convívio social. Ao não conseguir pronunciar corretamente determinada palavra, a criança pode ficar insegura e se sentir incapaz, acarretando bloqueios de ordem psicológica que afetarão sua vida mais adiante, além de ocasionar ansiedade e timidez excessivas.

Quando adulta, a pessoa que gagueja pode acabar sendo prejudicada em uma entrevista para um emprego ou não é levada a sério no ambiente corporativo. No entanto, o fato de o indivíduo ser gago não tem qualquer influência sobre a sua capacidade intelectual ou seu desempenho profissional.

Mas esse problema tem tratamento? Sim. A fonoaudiologia e algumas especialidades médicas, por exemplo, dispõem de técnicas e procedimentos específicos para tratar a gagueira. Porém, até o momento, não existe nenhum tratamento que realmente cure a gagueira (no sentido de fazer com que a gagueira desapareça completamente sem que o indivíduo precise tomar nenhum cuidado adicional com sua fala). Os tratamentos disponíveis promovem uma diminuição significativa da gagueira, mas poderão persistir alguns resquícios, mesmo que sutis.

Acima de tudo, motivação e determinação são essenciais para que resultados positivos sejam alcançados no combate a essa disfluência.
Mitos da gagueira refletem desinformação sobre o problema

A fonoaudióloga Érica Ferraz responde algumas dúvidas comuns sobre o tema, ensina a conviver com os portadores de disfluência e apresenta formas de amenizar este problema.

A gagueira é contagiosa ou pode-se ficar gago ao conviver com uma pessoa que têm este distúrbio da fala?

Não, a gagueira não é contagiosa e não “pega”. Portanto, não é transmitida pelo convívio com pessoas que gaguejam. Ninguém deve ter receio de conversar ou interagir com pessoas que gaguejam. Os estudos científicos mostram que a gagueira tem um caráter genético. Desta forma, nos casos de herança genética, pessoas da mesma família, de diferentes gerações, podem manifestar gagueira.

A disfluência tem cura? Quais são os tipos de tratamento?

Por enquanto, não há cura para a gagueira, no sentido de eliminar o caráter genético e/ou orgânico envolvido. O que existem são diferentes linhas de tratamento para a promoção da fluência, de forma a reduzir os sintomas, que são repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios e outros problemas ao falar. Por ser um distúrbio de fala, o tratamento mais adequado para a gagueira é o fonoaudiológico. Atualmente, a tecnologia é uma grande aliada no tratamento de algumas pessoas que gaguejam. Alguns aparelhos têm mostrado excelentes resultados na promoção de fluência da fala.

Como uma pessoa normal deve lidar com um gago?

As pessoas devem encorajar a pessoa que gagueja a falar, dando atenção e demonstrando interesse em conversar com ela. Não se deve pedir para a pessoa ter calma, pensar, respirar e falar devagar. Além disso, deve-se esperar que a pessoa que gagueja termine de falar, sem completar a fala dela, o que muitas vezes acontece de forma equivocada.

A partir de que idade pode se detectar/diagnosticar o distúrbio?

A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades entre as pessoas e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. A gagueira costuma oscilar entre períodos de maior ou menor fluência. Caso a gagueira comece a ficar mais frequente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

Quais são os problemas que os gagos enfrentam no dia-a-dia?

A gagueira é um distúrbio de fala que é facilmente notado. Como estamos em uma sociedade em que a fala fluente é importante e comumente associada à inteligência, competência e domínio em relação a um determinado assunto, uma pessoa disfluente pode ser vista como ansiosa, incompetente e até mesmo com problemas emocionais.

Aliás, a maior parte das pessoas acredita que a origem da gagueira é apenas emocional, sendo que, na verdade, é uma associação de fatores genéticos, sociais e psicológicos.

A pessoa que gagueja muitas vezes é prejudicada em uma entrevista para um emprego, por exemplo. Falar ao telefone é outra situação em que o indivíduo que gagueja encontra, geralmente, grandes dificuldades. Esses problemas, associados às crenças equivocadas sobre a origem da gagueira e o preconceito contra as pessoas que gaguejam, podem provocar isolamento e outros problemas sociais a esses indivíduos.

É comum as pessoas não terem paciência para escutar o que a pessoa que gagueja tem a dizer, interferindo na sua fala ou até mesmo completando o que acredita-se que o disfluente iria falar. Muitas pessoas que gaguejam relatam histórias em que aceitaram alguma coisa que não desejavam apenas para não estenderem a situação desconfortável. Por exemplo, podemos citar um paciente no restaurante que, ao tentar pedir um prato de sua preferência, viu-se diante de uma situação em que sua dificuldade de fala gerou impaciência nas pessoas da mesa e no garçom que anotava o pedido. Ele acabou apenas dizendo “o mesmo”, referindo-se ao pedido de outra pessoa, que nada tinha a ver com o que ele realmente desejava jantar e terminou a noite insatisfeito.

Grande parte das pessoas que gaguejam se queixa, portanto, de ter sua disfluência associada a aspectos de sua capacidade intelectual e profissional. Algumas delas referem a não conseguir acompanhar o curso de faculdade, arrumar um trabalho ou até mesmo namorar em consequência da sua disfluência. Por esses motivos, a pessoa que gagueja muitas vezes pode apresentar baixa auto-estima e grande sofrimento interno.

Em se tratando de um distúrbio que não afeta a inteligência nem outras habilidades do indivíduo, a gagueira não deve impedir que a pessoa que gagueja trabalhe, estude e seja bem sucedida profissional e pessoalmente.

Por outro lado, algumas pessoas que gaguejam encaram a sua disfluência de outra forma e acabam por “usá-la” a seu favor no seu grupo de amigos ou com a família, tornando-se o centro das atenções, por meio de brincadeiras e piadas. A forma como a gagueira interfere na vida social do indivíduo depende muito de como é a personalidade do mesmo e de sua relação com as pessoas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

AZEITONA DA EMPADA (A) CARLOS ALBERTO CARVALHO FILHO




O brasileiro Carlos Alberto Carvalho Filho é um especialista em negociação e vendas. Sua vasta experiência como palestrante possibilitou reunir teoria e prática nesta obra, fundamental para vendedores, profissionais de marketing e a todos aqueles que se empenham em vencer.

"Ven-vencedor é aquele que transforma seus so-sonhos em realidade, seus de-defeitos em vi-virtudes, suas li-limitações em o-o-oportunidades.
Beto Carvalho Filho superou sua gagueira aguda para transformar-se num palestrante reconhecido e num vendedor campeão. Como? Comunicando-se com excelência, não apenas através do som das suas cordas vocais... mas sim, essencialmente, através da sabedoria e harmonia da sua eloqüente alma. Esta é a diferença, o detalhe - a azeitona na empada. Ler seu livro poderá ajudar a transformar o leitor também num vendedor vencedor.